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Mais um ano sem FECIBA



Cartazes FECIBA 03

Diante da falta do Edital Setorial de Audiovisual da Bahia promovido pela SECULT/BA durante 02 anos, tentamos por duas vezes consecutivas o Edital de apoio à mostras, festivais e eventos de mercado promovido pelo MINC para realizarmos o FECIBA esse ano. Mas o MiNC informou que não temos pontuação suficiente para aprovarem o projeto.

Não temos condições de fazer um projeto tão importante de forma independente, nem com pouco recurso. Difícil nós trabalhamos de graça, por amor à cultura. Merecemos respeito! Nosso trabalho merece respeito! Os 06 anos investidos em prol da realização de um evento que debateu, exibiu, formou e transformou a realidade de muitas pessoas, sobretudo do atual cinema produzido na Bahia, merecem respeito! O Cinema Baiano merece respeito!

Infelizmente, por isso, não haverá FECIBA pelo segundo ano consecutivo.

Em seis edições do FECIBA, já promovemos 18 oficinas, com um total de 216 horas/aula, introduzindo ou aperfeiçoando a formação de mais de 360 pessoas para as respectivas áreas oferecidas. Foram exibidos mais de 282 filmes, entre curtas, médias e longas, em diferentes formatos e mostras, possibilitando tanto que filmes de realizadores do interior do estado, quanto filmes de realizadores da capital sejam exibidos nas telas do FECIBA. Um total de mais de 154 horas de filmes exibidos, para um público diversificado de mais de 12 mil espectadores e em 4 cidades diferentes.

O FECIBA é a forma de levarmos o cinema para o interior do estado, descentralizando os bens culturais e uma forma de democratizar o acesso às produções locais e regionais.

Nos últimos editais setoriais de audiovisual promovidos pelo Governo do Estado da Bahia, cerca de 85% do recurso ficou concentrado na capital, Salvador e apenas 15% a 20% de todo o recurso, pulverizado em todas os outros 416 municípios.

Um projeto de sucesso, com público crescente e cativo a cada ano, pois completou um lacuna que a Bahia tinha, de exibir seus filmes, de formar público e mão de obra, de reunir a nossa cinematografia e preservar a nossa memória, mostrando como a Bahia e o seu povo é diverso como o seu cinema.

Infelizmente esse e outros projetos estão perdendo a continuidade aqui na Bahia, por conta da falta de habilidade dos nossos gestores públicos em pensarem uma política macro, permanente, que dê acesso a todas e todos.

Deixar de investir em cultura é um ato extremamente infeliz!

Cultura é um Direito! Merecemos Respeito!


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